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terça-feira, 15 de julho de 2014

Eu prefiro morrer do que perder a vida



"A morte é propriamente o gênio inspirar, ou a musa da filosofia, e por isso Sócrates a definiu como preparação para a morte. Sem a morte, seria mesmo difícil que se tivesse filosofado."
Arthur Schopenhauer

"A verdadeira questão não é se existe vida após a morte.
A verdadeira questão é se você está vivo antes da morte."
Osho

A morte é um tema bem amplo na filosofia, seria muito difícil abranger todos os aspectos em que a morte é tratada na filosofia, pode parecer desculpa e de fato é uma excelente, dado a vastidão desse assunto no campo filosófico.
Pois sim, dito isso vamos lá: desde os "pré-socráticos", até os materialistas, o próprio Sócrates, Platão, idade média, moderna, contemporânea, Sartre, Camus (que inclui a questão do suicídio), Schopenhauer, Nietzsche e muitos outros pensaram o tema morte em algum aspecto. No nobre seriado há duas passagens que falam sobre o tema, uma está no vídeo e outra na frase-título.
No vídeo vemos a parte que Seu Madruga encara a morte no espelho (em sentido figurado), curiosamente isso acontece no dia do seu aniversário que ao mesmo tempo que é o dia do nascimento de qualquer pessoa, significa estar mais próximo da morte. Seguindo esse caminho, cada dia vamos morrendo um pouco mais, a existência  e o absurdo dela segundo Sartre é justamente sermos mortais. Com a existência da morte é preciso dar um significado a própria vida, criar esse significado. A morte nos impulsiona à vida pela sua existência tornar a vida finita. Bem ou mal, ou até mesmo as duas coisas, Seu Madruga não passou o aniversário comemorando , boa parte foi pensando sobre a possibilidade de sua morte. Mesmo que por vias tortuosas ele acabou chegando a essa verdade, a de que a morte estava mais perto.
No caso da frase-título apesar do efeito cômico a princípio, podemos pensar que morrer não é necessariamente sinônimo de perder a vida. "Perder a vida" pode ser ter uma vida sem propósito, que nega ela mesma, ao invés de ter uma vida que busca valores para afirmar a própria vida. No caso então seria preferível a morte do que "perder a vida" (deixá-la escapar, não vivê-la plenamente). 
Por fim, talvez a questão não seja tanto a morte em si, mas sim pensar se o não refletir sobre a morte e a finitude da vida pode levar a se perder a vida. Será que "perdemos a vida" ao não lembrarmos da morte? De qualquer forma prefiro morrer do que perder a vida... 

  
* agradecimentos ao leitor Edward que há muito tempo deu essa sugestão de postagem

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